O açúcar é uma droga!

Já não é a primeira vez e, com certeza, não será a última que leio ou ouço aquela frase. Então, porque continuamos a oferecer, insistentemente, açúcar aos mais pequenos? Usamos, não raras vezes, a desculpa “é só de vez em quando!”. E o que é de vez em quando? Uma vez por semana, uma vez por mês, uma vez por ano? Será que conhecemos o verdadeiro sentido do “de vez em quando”? Parece-me que não e que abusamos muito dessa desculpa. Ora, se uma criança, por exemplo, tem três aniversários na escola durante uma semana, se ao fim de semana lhe oferecem uma guloseima, o que significa isso? Que quase todos os dias come açúcar!
A verdade é que, apesar de não ser fundamentalista, tenho bastante cuidado com a alimentação da Carlota. Não lhe dou chupas, rebuçados, gomas e afins, os iogurtes que come são, maioritariamente, naturais, o chocolate tem 85% de cacau… Não digo que não come, porque come, mas em casa ninguém lhe dá! Apenas lhe damos bolacha tostada, “do Manel”, como ela diz! Mas o que mais me incomoda é ouvir a típica frase “coitadinha da criança, nem sabe o que é bom!”, como se fôssemos algum E.T.! Está mal! A minha filha sabe bem o que é bom, porque o que ela come é muito bom!

Está na hora de mudar hábitos e mentalidades, está na hora de alterar o discurso.

A minha filha não é nenhuma coitadinha, a minha filha é feliz com as escolhas que nós adultos fazemos por ela. A Carlota sai feliz do supermercado com um pacote de tomate cereja na mão, ou com um saco de frutos secos, ou com os iogurtes que costuma comer… Há dias uma senhora na caixa admirou-se porque ela ia toda contente com os tomates na mão: “não come porcarias, vai toda contente com os tomates!”. E não me pede guloseimas? Claro que pede. Há, junto de algumas caixas, chupas em forma de guarda-chuva, e não são poucas as vezes que me pede. A resposta já a conhece, pede sempre a sorrir, como que a ver se cola, mas não, e também não há birra. Sabe quais são as guloseimas que ela come? Boiões ou pacotes de fruta. De vez em quando, muito de vez em quando, dou-lhe. Tento comprar sem açúcar adicionado (leio os rótulos todos!). E sou sincera, faz-me alguma confusão ver crianças pequenas, bebés então nem se fala, a comer chupas, rebuçados e afins! Manias, é verdade, mas são as minhas e cada um tem as suas, não é verdade?

Mas o que é preciso perceber é que o açúcar vicia, causa dependência e isso faz mal, muito mal!

E por aí, é assim chatinha com a alimentação? Ou é mais flexível?
Como faz? Conte-me tudo!

*Beijinhos*

Sofia

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3 thoughts on “O açúcar é uma droga!

  1. Sofia, tocou num ponto com o qual me tenho debatido há muito tempo. Desde os meus 20 anos que alterei a minha alimentação (e diga-se que na altura não haviam tantas alternativas como agora). Passei a seguir uma alimentação vegetariana e quando engravidei, muitas foram as perguntas indignadas das pessoas que me rodeiam. Aliás, quando comento que nunca lhes dei leite animal olham para mim espantadas e já me chegaram a chamar irresponsável. Ainda tenho mais para aprender (acho que “alimentação saudável” nunca será inteiramente um assunto às claras, tantas são as opiniões contraditórias dos próprios especialistas) mas tal como a Carlota, também cá em casa ficam felizes quando compro os “tomatinhos” como dizem (tomate cherry), quando decido experimentar uma nova marca de leite de Soja ou quando decidimos fazer os nossos próprios bolos, com tâmaras ou mel, ao invés de açúcar. Para além de uma alimentação vegetariana, sou glúten free e não podia sentir-me melhor com as escolhas que tenho feito tanto para mim, como para as crianças. Obviamente que já comeram bolacha Maria, já deve ter escapado um copo de leite meio-gordo ou um hambúrguer de vaca. Não estou sempre com as minhas filhas. Se vão para casa de amigas, sei que vão haver excessos, mas elas próprias começam a rejeitar. Gostam, mas dizem que preferem “as coisas boas”

  2. Por aqui também dizem que os meus filhos são uns coitadinhos… e já facilito, um pouco mais, porque são maiorzinhos e sei que têm que fazer as suas próprias escolhas. Mas em casa não entra açucar. Ponto assente.

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