A minha filha (também) é condicional!

Hoje decidi escrever sobre um assunto que preocupa imensos pais. Um assunto delicado e que causa alguma ansiedade. Mas não tem que ser assim. Não mesmo! Escrevo porque, apesar de ainda faltar algum tempo, também estou na mesma situação, isto porque a Carlota nasceu depois do dia 15 de setembro, por isso é condicional.

Sim, a minha filha (também) é condicional!

Antes de mais um esclarecimento, o que é isso de ser condicional? Todas as crianças nascidas até ao dia 15 de setembro têm, obrigatoriamente, que entrar para o primeiro ciclo no ano em que completam seis anos. As outras não. As outras estão condicionadas às vagas existentes ou à opção do pais.

Sou educadora, sou filha de uma antiga professora primária, conheço os dois mundos muito bem para saber que se a Carlota tiver que ficar mais um ano na pré-escola não há problema nenhum! Aliás, não sei se não ficará por opção nossa, a ver vamos!

E tudo porque sei o que está em causa. Sei, por exemplo, o quanto a maturidade emocional é importante, talvez seja “O” mais importante. Porque havemos de querer que uma criança vá para a escola, se ainda só pensa em brincar? Ou se não consegue lidar com a frustração de não conseguir realizar uma tarefa? Ou se chora de cada vez que se depara com um problema? Por que vamos sujeita-la a estar sentada uma data de horas, quando ela ainda não percebe muito bem porque tem que o fazer? PORQUÊ? Para poder dizer que está na escola, para não ter um problema quando as pessoas acharem que está atrasada. Não é atraso minha gente, não é uma retenção, é apenas uma espera, e uma espera tão, mas tão boa!

Vamos desmistificar esta ideia de que os condicionais atrasam! Não atrasam, ganham! Na verdade nesta equação entre o que se ganha e o que se perde, é muito mais o ganho do que perda! Compreendo a aflição, a preocupação, mas lembre-se que a idade ótima para a aprendizagem da leitura e da escrita são os 7 anos, não são os seis e muito menos os cinco. Não vamos ter pressa, não vamos obrigar as crianças a crescer… à pressa! Não vamos obrigar as crianças a estar sentadas, quando ainda não entendem porque têm que o fazer. Não vamos! Vamos ter calma, vamos respirar e pensar, pensar nelas! Vamos pensar mais nesse ser tão importante para as nossas vidas e deixar de pensar no que os outros dizem! 🙂

Se pode correr bem, claro que pode, muitas vezes corre, mas… será que vale a pena o risco? O que acha? Como faria? Como fez? Dê-me a sua opinião! 🙂

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*Beijinhos*

Sofia

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40 thoughts on “A minha filha (também) é condicional!

  1. […] Hoje decidi escrever sobre um assunto que preocupa imensos pais. Um assunto delicado e que causa alguma ansiedade. Mas não tem que ser assim. Não mesmo! Escrevo porque, apesar de ainda faltar algum tempo, também estou na mesma situação, isto porque a Carlota nasceu depois do dia 15 de setembro, por isso é condicional. Antes -> … Ver artigo completo no Blog […]

    1. Carla Correia says:

      Olá. A minha filha faz anos em dezembro. Sendo professora, nunca tive dúvidas que ela só entraria na escola depois de fazer 6 anos. As crianças precisam de tempo para crescer e amuderecer. Eles vão ter muitos anos pela frente para estudar e trabalhar. Este ano extra na pré ajudou-a a perceber melhor a importância da escola. Agora, está no 5º ano e sempre foi uma excelente aluna!

  2. Olá Sofia!
    A Matilde faz anos em Novembro, por isso era condicional em setembro de 2017. Nós tínhamos decidido mantê-la mais um ano na pré-escola – até porque estava num colégio Reggio Emilia, modelo educativo que me seduz particularmente – e depois de 3 anos em Reggio era difícil mudar… não há continuação neste modelo aqui na nossa cidade… Há exatamente um ano atrás fizemos a matrícula para mais um ano no pré-escolar até que… chegados a Junho a Matilde disse que queria aprender a ler e a escrever sozinha! E pediu-nos tanto, com tanta convicção / determinação, que decidimos fazer-lhe a vontade. A educadora dela deixou-nos plenamente confiantes de que ela se adaptaria perfeitamente, sem qualquer dificuldade. E assim foi! Está numa escola inspirada na “Escola da Ponte” e, apesar dos nossos receios e até dos da sua atual professora, a Matilde superou todas as expectativas e teve “Muito Bom” no primeiro período, demonstrando continuar a ser uma criança muito feliz, amiga do seu amigo, participativa e muito dinâmica. Estamos muito felizes por termos permitido que fosse ela a escolher, ao invés de decidirmos nós por ela. Foi a melhor decisão que podia ter sido tomada! E, tal como ela tanto queria, já escreve bastante sozinha! Está profundamente feliz com isso! E nós também!
    Por isso, penso que não há uma resposta certa a esta questão. Cada caso é um caso! Mas, eu sou apologista de decidir sempre com o coração! Bjinho <3

    1. sofiasalgadomota says:

      Ai como adoro Reggio, onde é essa escola? Diga-me por mensagem!
      Conheço a escola da Ponte, é perto de Guimarães, penso nessa opção algumas vezes, mas ainda tenho dois anos para decidir e muita coisa pode acontecer! Claro que temos que avaliar cada situação, o que eu pretendi com o post é que se perceba que não tem problema nenhum e que, na maioria das vezes, faz muito bem! 🙂
      Beijinho grande e muitas felicidades para a Matilde 🙂

  3. Vânia Q. says:

    Olá Sofia!
    Este post criou-me uma dúvida, porque estava convencida do contrário. A minha filha faz anos a 9 de setembro e sempre pensei que não seria obrigada a colocá-la na escola nesse mesmo ano, porque concordo com o que defende: acho muito cedo. Obviamente que cada criança é uma criança e que terão maturidades diferentes umas das outras, mas, na minha opinião, é sempre um ano de brincadeiras que se tira e que já não se pode voltar a dar. Além de me parecer que, pedagogicamente, será mais fácil o ensino e a aprendizagem.
    Se entendi bem, serei obrigada a colocá-la no 1º ano acabada de fazer 6 anos (e eu ainda a vê-la com cinco!)?Acho de uma violência enorme! Ou poderei optar por atrasar essa entrada (o que pensei ser possível), ficando no ano a seguir como condicional?
    Obrigada!
    Beijinhos

    1. sofiasalgadomota says:

      Não vou afirmar com 100% de certeza, mas terá que ir sim. Pedir o adiamento é também uma possibilidade, mas é mais difícil!
      Beijinho.

      1. Vânia Q. says:

        Obrigada pela resposta :)! Vou informar-me melhor sobre isso lá mais para a frente . Ainda é cedo, ela só tem 2 anos e meio ^^, pode ser que as coisas mudem entretanto.
        Beijinhos

      2. Carla Monteiro says:

        Olá. Sou professora do 1º ciclo e a regra é que, tendo os 6 anos feitos antes de 15 de setembro é obrigada a entrar. Só pode ser pedido adiamento em casos especiais e depois de uma avaliação psicológica com relatório.
        Beijinho.

    2. Sónia Costa-Neves says:

      Desculpem-me a intromissão mas como educadora e coordenadora de uma EB 1 com JI sei que sim, pode. Os pais são soberanos nessa decisão e poderão fundamentar essa sua decisão e consequentemente esse pedido com falta de maturidade emocional.
      Muito sucesso nas vossas escolhad

      1. sofiasalgadomota says:

        Não é intromissão nenhuma, agradeço muito (nem imagina o quanto) o seu esclarecimento!
        Beijinho e obrigada 🙂

  4. Mara Nascimento says:

    Olá boa tarde
    Antes de mais gosto muito do que escreve, não sou muito de fazer comentários, gosto de ler e fica para a mim, mas este assunto é muito importante e passei por ele em pequena, porque no meu tempo não funcionava assim e os meus pais e eu sofremos muito com isso, felizmente não vou passar isso com o meu filho, porque ele faz anos em Maio, ao contrário de mim que faço em Dezembro, estou totalmente de acordo com o que escreveu😊 continue com os seus textos que ajudam muito😉 beijinhos 😘 Mara

    1. sofiasalgadomota says:

      Oh, muito obrigada pelo carinho! Realmente antigamente não havia esta sensibilidade, mas felizmente as coisas mudam! 🙂
      Beijinho

      1. Patrícia Monteiro says:

        olá eu ter 2meninos o mais celho de fevereiro o mais novo quase fim Dezembro .e por opção nossa so entrou este ano para a primária…faz 7ja…melhor opção que poderíamos ter feito…bjos

        1. sofiasalgadomota says:

          Eu também acho! 🙂
          Beijinho

  5. Boa tarde

    Posso dar o meu testemunho e o do meu filho, eu faço anos em Fevereiro e ele em Novembro, ambos entrámos com 5 anos, durante o meu percurso escolar sempre fui das melhores alunas da turma, incluindo na universidade, mas sempre disse que perdi um ano de brincadeira. O meu filho está a fazer o mesmo percurso e contra a vontade da professora da primária também ele entrou com 5 anos e tem corrido muito bem (está no 7º ano sem nunca ter tido negativas). Sou apologista que as crianças devem ficar retidas se efectivamente não sabem ou não querem aprender, nunca pela idade. O maior inconveniente que tive foi ir para a Universidade aos 17 anos e não poder conduzir por não ter idade para tirar a carta de condução…

  6. Cleyde Vieira Gomes Costa says:

    Olá, sou Cleyde. Esse assunto é uma inquietação para mim nessa semana, pois minha filha completa 6 anos em 03 de maio e o corte para ir para o 1 ano é 31 de março isso na escola que ela está hoje SESI, em outras escolas particular o corte é junho. Minha filha está passando por testes e psicóloga para avançar. A princípio achei boa ideia para igualar a outras escolas caso depois p troca e tb achei ela meio desmotivada ano passado devido as tarefas qual já dominava. Mas estou na duvida agora para definir só mesmo tempo que não quero amadurece-lá rápido, tb não gostaria que ela perdesse um ano. Fico ate me perguntando qual criterio da escola, ter o corte em março e outras em maio? Ainda não tenho o Lauro da escola teremos ainda essa semana.

    1. sofiasalgadomota says:

      Ela não perde, ganha um ano de brincadeira, de amadurecimento e de tantas outras coisas mais importantes para uma criança do que estar sentada o dia todo!
      Beijinho e muitas felicidades 🙂

  7. Carla Monteiro says:

    Boa tarde. Sou professora do 1º ciclo e mãe de uma menina condicional que iniciou este ano o 1º ano.
    Não tive qualquer problema em deixá-la ficar mais um ano no pré-escolar. Primeiro, porque as crianças precisam de brincar, interagir, socializar. depois porque têm tempo de entrar no 1º ciclo, com os currículos tão extenso e exigentes como estão neste momento.
    Depois de ouvir a educadora dela, que me disse que ela estava muito bem para entrar, mas não perdia nada em ficar mais um ano, pois assim desenvolvia melhor a maturidade necessária para a dita entrada na escola.
    Atualmente, é uma excelente aluna, de “Muito Bom”, muito motivada para aprender e estudar e espero que assim continue.
    Não tenham receio do que os outros possam pensar, ou que digam que vai perder uma ano. Pelo contrário, vai ganhar, em tudo!!
    Pensem nas crianças, na sua felicidade!!
    Beijinhos.

  8. Maria Fernandes says:

    Tenho 2 filhos, ambos de Dezembro, desde cedo tive a convicção que o melhor era permitir a frequência de mais um ano no Jardim de Infância. Foi a melhor opção! Entraram para o 1º ano com quase a fazer 7 anos. Felizes, com uma curiosidade mais apurada, pelo conhecimento das letras, dos números e, acima de tudo, com mais maturidade e com sentido de responsabilidade necessário para assumirem as responsabilidades das exigências do 1º ciclo. No entanto, cada caso é um caso e não quer dizer que haja crianças que se dão muito bem e com sucesso com uma entrada mais precoce. Como pais e educadores, devemos ponderar o que é melhor para as nossas crianças, não só numa fase imediata, mas também a logo prazo. O programa curricular é cada vez é mais exigente e se a criança não tiver a maturidade necessária para cada etapa curricular, nos anos posteriores (2º e 3º ciclos) a situação poderá complicar.

  9. Elisabete Ferro says:

    Boa noite
    A escolaridade obrigatória é obrigatória para todas as crianças que completem os 6 anos até 15 de setembro, inclusivé. O adiamento de escolaridade só pode ser dado em condições muito específicas. Nesta questão os pais não são soberanos, ao contrário das crianças com matrícula condicionada onde estes têm a última palavra.

  10. Maria Carloto says:

    Um excelente texto, obrigada!
    Mas deixo uma questão, não deviam preparar o ensino para essas mudanças? Ou seja, as salas de creche e JI não deviam ser adaptadas a essa realidade? É porque a maioria dos pais de filhos condicionais me refere o facto da separação dos amigos e do quão emocionalmente difícil é para algumas crianças… :\
    Se são condicionais para o 1º ciclo a partir de 15 de setembro então nos anos anteriores essa divisão já deveria ter sido feita… Para além disso as crianças não deviam ser divididas por datas mas por maturidade, há crianças com 6 anos feitos que não têm maturidade e cujos pais acham que beneficiariam de mais um ano no pré-escolar e há crianças com 5 anos que estão prontas a iniciar o percurso escolar. Todas as crianças são únicas e há muito a mudar no ensino em Portugal.

    1. Juliana says:

      Penso exatamente assim e estou com esse problema , a creche do meu filho é só até aos 3 anos, ele faz 3 em 14/11, mas não pode ficar na creche mais um ano, nem pode ir pr o ji por não ter 3 anos. Solução da segurança social: po lo numa ama da segurança social nesse tempo 🤦 e q ainda por cima nem vagas têm.nao entendo este país, queria atrasa lo já na creche mas é ilegal para a creche aceita lo lá.
      Alguém nesta situação?

      1. sofiasalgadomota says:

        Não pode, a sério? Mas há crianças que são colocadas logo à partida na sala onde estão os miúdos que nasceram no ano seguinte, se for creche não se pode fazer isso? Vou saber!

        Beijinho 🙂

  11. Paula says:

    Há 8 anos atrás o meu filho, que faz anos a 28 de Dezembro, foi condicional.
    Na altura, por decisão nossa (pais) e também de acordo com a educadora do pré-escolar, entrou no 1º ano com 5 anos.
    Claramente, o facto de, eu própria, também fazer anos em Dezembro e ter entrado na escola com 5 anos, também pesou no facto de o decidirmos matricular com 5 anos.
    Acontece, que as pessoas em geral e as crianças em particular, são todas diferentes e o facto de comigo ter corrido muito bem – que a nível pedagógico quer a nível de maturidade, não é revelador que seja o melhor para todas as crianças….
    8 anos depois, continuo a arrepender-me, ano após anos, em ter feito essa opção.
    Não é dramático mas estou francamente convicta que, se não tivesse tanta pressa, estes 8 anos teriam sido mais fáceis …

  12. Rute B says:

    parabéns!!!!!!!!!

  13. Maria Moreira says:

    Olá, eu tenho uma filha com 9 anos, que nasceu no dia 1 de janeiro , e na altura a própria obstetra me sugeriu se eu quisesse poderia provocar o parto e ela nascia a 30 de dezembro e podia ir para a escola primária mais cedo . Eu como já tinha uma outra filha na primária mas essa nasceu em abril, vi o sofrimento de alguns colegas de que tinham nascido nessas datas condicionais mas que foram para o primeiro ano ( eram pais e filhos ) todos andavam tristes e achavam que mais um ano no infantário teria sido melhor. Então eu decidi que a minha filha ia nascer quando tivesse de ser . E foi o melhor que eu fiz quando foi para a escola quase com 7 anos já tinha a maturidade suficiente, e com isto conseguiu brincar mais um ano. Porque nós esquecemos que quando eles entraram na primária é quando a vida deles começa realmente.

    1. sofiasalgadomota says:

      Obrigada pelo testemunho Maria, realmente eles são quase obrigados a crescer à pressa com a entrada no primeiro ciclo!
      Beijinhos 🙂

  14. Sandra Moreira says:

    Olá, o meu nasceu no final de Outubro e neste momento o que me preocupa é se faço a inscrição para um JI público ou não, sem ele ter feito os 3 anos. E concordo que não o quero colocar na primária com 5 mas com os 6 já feitos. E os colegas da sala dos 5 como vai ser, a maior parte vai entrar sem ele e depois fica sozinho no JI?

    1. sofiasalgadomota says:

      Olá Sandra! A capacidade de adaptação de uma criança é incrível, com isso não tem que se preocupar! O meu filho mais velho, quando passou para o primeiro ano, não tinha ninguém da pré na sala dele e nunca houve problema! 🙂
      Para além disso nos JI público as salas são, na sua maioria, heterogéneas, por isso ele, com certeza, terá mais miúdos na sala com a idade dele. Mas também ainda é cedo para pensar nisso, eu entendo, a Carlota tem três anos e eu já penso, mas ainda tem tempo!
      Beijinho grande

  15. Xica Maria says:

    Eu deixaria no jardim escola onde anda actualmente. O Diogo não é condicional, nasceu em Agosto e este ano vai entrar no primeiro ano. O problema é existem duas turmas no jardim escola e apenas uma de primeira classe e assim sendo ele não irá ter vaga nessa escola mesmo morando ao lado praticamente. Por isso sim, deixaria mais um ano. Como a educadora dele disse, mal não faz e ele ainda tem muito tempo pela frente.

    http://ourpicturingdays.blogspot.com

  16. Maededois says:

    Boa tarde, tenho dois filhos, um com nove que nasceu em março e outro com 7 que nasceu em dezembro. O que nasceu em dezembro entrou com 5 anos a pedido da educadora porque achou que ele queria mais, ele já está a terminar o 2 ano e apesar de ser o mais novo do agrupamento do 2 ano foi o melhor aluno….
    Cada criança tem o seu ritmo e cada criança tem as suas necessidades. Apesar da carga da escola ser muita, também não os devemos sobrecarregar ou exigir demasiado. Aliado á escola também se deveria incluir um passatempo que eles gostem. É um bom auxílio ao estudo… O mais velho vai para o 4 ano e o mais novo para o 3 e eu tenho o maior orgulho neles. Não lhes peço um muito bom, peço que dêem sempre o seu melhor.
    Ps. Adorei o artigo

    1. sofiasalgadomota says:

      Obrigada!
      Sim, eu até aconselho a consulta a uma psicóloga quando há dúvidas, para estarmos bem seguros do que vamos fazer. Mas muitas vezes não há dúvidas, no seu caso não havia e ainda bem!
      Beijinho grande,
      Sofia

  17. ana says:

    Antes de mais vamos lá parar com esta questão de que reter uma criança mais 1 ano pode ser benéfico…pode mas também não pode! Está logo tudo mal, para começar o próprio nome “condicional” parece já a antecipação de uma pena por qualquer crime cometido.
    Ficar mais um ano na pré-escola não tem problema nenhum. NÃO MESMO! Mas ingressar na escola também não tem problema nenhum, NÃO MESMO! Ninguém atrasa em qualquer situação, tudo depende da vossa criança. Nunca se pode afirmar que o ganho será maior do que perda. E sim, vamos ter calma, vamos respirar e pensar, pensar nelas… Falem com a educadora que a acompanhou, com a auxiliar, com os vossos amigos mais chegados e familiares, não há mal nenhum em envolver todos mas não se esqueçam a decisão final é apenas e somente vossa. Reuniam avaliações e escolham com o coração, este irá dar-vos a resposta!
    Eu optei por inscrever aos 5 anos, correu tudo bem e as dificuldades que ele sentiu foram iguais às de crianças que entraram com 6 anos “bem feitos”, 6 anos feitos em Janeiro, por exemplo (partilhei muita informação com amigas sobre isso). Cada caso é um caso! A decisão não é fácil, compreendam que tanto existem riscos em ficar como em entrar mas não tratem os pais que optem por inscrever os filhos de 5 anos no 1º ano como se fossem criminosos porque de tudo o que leio a este propósito é isso que se passa!

    1. Ana eu não poderia estar mais de acordo consigo! Quando em fevereiro comentei este post pensei exatamente assim! E mantenho! A Matilde está no segundo ano agora e não teve dificuldades em adaptar-se nem outras, mais do que o normal numa mudança destas, independentemente da idade! E quanto ao facto das crianças deixarem de brincar para estar todo o dia sentadas, é um mito, pelo menos em muitas escolas, que se têm esforçado para que assim não seja! Continua a aprender brincando e explorando!

  18. Susana says:

    A minha filha mais velha, fez 6 anos a 26 de Dezembro!
    Passámos metade do ano em duvida (uma verdadeira dor de cabeça na realidade) se iria ou não para a escola primária. A princesa estava cognitivamente preparadissima para ir e nós só ouviamos “ah, não atrasem a menina”, “vão atrasá-la um ano”, “e vai aprender o mesmo este ano”… e nós cada vez mais na duvida!
    E foi ai que parámos! Parámos e focámos no importante! Nela! Sim cognitivamente mais que preparada, MAS (ah um MAS tão grande) e o resto? E a Maturidade? E a concentração? E o tempo para brincar? Sim, porque com 5 anos o que ela queria (e nós também) era fazer o que a idade pede, e isso é brincar!
    E foi aí que decidimos, ela não vai atrasar um ano, ela vai aproveitar este ano a fazer aquilo que uma criança deve fazer! Brincar! E acredito que um dia ela nos vai agradecer tanto! 🙂
    Decidam com o coração, e não poderão estar erradas!

    1. sofiasalgadomota says:

      Eu acho que a questão é mesmo essa, o tempo para brincar. Ainda bem que pensaram nela, apenas nela!
      Beijinho e continuação de boas escolhas! 🙂

  19. Stephanie Ramos says:

    Boa tarde,

    Que bom mães falarem desta situação.
    Um tema que acho tão importante.

    A minha filha também é condicional.
    Fez 6 anos no passado 25 de agosto. E como tal, foi “obrigada” a entrar para o primeiro ciclo.
    Apesar de ter sido uma crianças que nunca apresentou qualquer tipo de dificuldade no jardim de infância, a adaptação ao 1°ano tem sido muito difícil.
    Inicialmente, a minha filha não queria frequentar a primária, pedindo para poder ficar ainda no jardim de infância.
    Chora quase diariamente ( ainda hoje) no momento de ficar na escola, chora também quando tem de enfrentar uma tarefa que lhe pareça mais difícil, ou porque já está cansada. Inventa dores de barriga, passou a dormir mal de noite. Passou a ser insegura,…
    Resultado, está a ser seguida por uma psicóloga para controlar o choro na escola e por não ter maturidade para enfrentar a vida escolar (e as suas exigências) que lhe foi imposta.
    Se eu tivesse tido opção, teria deixado a minha filha mais um ano no jardim. Não por não ter adquirido as capacidades necessárias mas sim, porque é criança. E cada qual tem o seu ritmo. Mais 6 meses ou 1ano não é tempo “perdido” no jardim mas tempo ganho em maturidade para o 1°ano.

  20. Carmo Serrano says:

    Cada caso há um caso. O meu filho faz anos no final de outubro e foi para o primeiro ano. Não me arrependo, até porque mais de metade dos miúdos da turma fazia anos já depois de julho e muitos entre setembro e dezembro. Caso não fosse deixava os meninos que conhecia e teria que perceber o porquê de não ir. Depois tem as perguntas dos outros meninos… ou seja, a questão das idades, tem-se colocado para os meninos que têm mais um ano e que são sempre associados a estarem um ano atrasados. Perguntam, os miúdos, porque não foi para a escola ou deduzem, muitas vezes erradamente, que ficou retido algum ano.
    Se acho que têm mais maturidade os que entram mais tarde? Depende da maturidade de cada miúdo.

  21. Carla Rosa says:

    Bom dia! Apesar de decorrido um ano deste artigo, o seu conteúdo nunca perderá a atualidade..
    Tenho dois filhos, ambos nascidos após 15 de Setembro: a Leonor tem 8 anos feitos a 20 de Setembro passado e o Pedro tem 6 anos feitos a 29 de Outubro passado.. Se com a Leonor a decisão de avançar aos 5 (quase, quase 6) sempre foi óbvia dada a sua precoce maturidade e vontade de fazer e aprender, já com o Pedro assim não foi! Aliás, há um ano atrás, já eu e o meu marido tínhamos decidido q o Pedro ficaria mais um ano no pré escolar, quando o educador nos abordou para o não fazermos porque o Pedro tinha a maturidade emocional para enfrentar o novo ciclo que se aproximava.. debatemos-nos e resistimos a esta abordagem mas quando chegou o período das matriculas, acabámos por ceder mas na esperança de que não houvesse vaga na escola que queríamos e aí sim ficaria na Pré. E foi isso que sempre dissémos ao Pedro, que não sabíamos se havia vaga na escola da mana e que se não houvesse, ficaria com os amiguinhos na Pré.
    O Pedro sempre manifestou vontade de ir para a primária mas a verdade é que nem ele nem as outras crianças sabem o que é a primária! Não sabem que vão ter de estar mais tempo sentados e não vão ter tanto tempo para brincar.. O meu Pedro dizia que queria ir para a primária, a escola da mana, porque tem um campo de futebol com balizas verdadeiras!
    O que nos inquietava era o facto de o Pedro não saber lidar com a frustração de não conseguir fazer as coisas, desistir e chorar por não ser capaz e por mais que eu lhe explicasse que para aprender é preciso não desistir e que vamos fazendo mal até conseguir fazer bem, a verdade é que ele não conseguia assimilar esta coisa de ter de fazer mal para aprender! E a exigência curricular é tão grande! O nosso receio era que o Pedro ficasse desmotivado e desinteressado e perdesse a vontade de ir à escola e isso sim poderia marcar o seu percurso. Poderá ser um pensamento radical mas penso que devemos sempre ponderar o risco.. O meu filho tem um raciocínio matemático fantástico, ele soma, subtrai, resolve problemas que nos deixa pasmos.. mas depois faltava lhe a capacidade para gerir as frustrações! E foi isso que nos fez voltar atrás na decisão em Julho quando saíram as turmas e ele entrou na escola da mana! Nem ele nem a mana chegaram a saber que entrou e o que lhe dissémos foi que não tinha havido lugar para todos os meninos e por isso ía ficar mais um ano na pré, a brincar, a crescer e a aprender!
    Se foi fácil? Não, não foi! Foi muito difícil! Mas a partir do momento em que tomámos esta decisão, deixei de pensar no assunto e a dormir tranquila..
    Hoje, decorrido quase metade do ano letivo, tudo tem sido tranquilo, o Pedro está e é feliz, assumiu o papel de menino mais velho da sala e ajuda os colegas mais novos, está mais crescido e responsável e agora sim dizemos lhe que é este ano que vai para a primária!
    Cada criança é uma criança e qualquer decisão que seja tomada, deverá ser tomada em consciência com aquilo q achamos que irá ser melhor para os nossos filhos, a médio e a longo prazo! A decisão que tomámos foi a pensar de que seria o melhor para o Pedro e assim esperamos que seja.. Sejam felizes! Desculpem a extensão do meu comentário..

    1. sofiasalgadomota says:

      Mesmo, o importante é decidir em consciência e pensar apenas nos nossos filhos.
      O problema é mesmo o preconceito adjacente a este assunto, esse sim é perigoso e pode influenciar a decisão! 🙂
      Beijinho

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