Demos as mãos por Moçambique!

Demos as mãos por Moçambique!

Corria o ano de 1985 e Portugal uniu-se por Moçambique. Não me lembro exatamente do momento, do dia, mas lembro-me muito bem da canção:

Vamos abrir outro mar
Fazer a Ponte cá dentro do peito
Dar um abraço
Que é dado a cantar
E assim fica mar mais estreito

Por isso, quando a Carlota chegou a casa a cantar esta canção, cantei com ela. Foi um bonito momento! E ontem, como há 34 anos, na escola dela todos deram as mãos por Moçambique! 🙂

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*Beijinhos*

Sofia

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Quero que o dia da mulher se…

Quero que o dia da mulher se…

Sim, ia dizer um palavrão, mas não disse! Aprendi que não podemos dizer tudo o que pensamos ou que nos apetece! 🙂

Já sentir… eu posso sentir o que eu quiser e eu sinto que o dia da mulher não é mais do que uma comemoração machista, que lembra toda a gente das desigualdades que existem. E não, não consigo deixar de me sentir irritada com as comemorações deste dia! Sorry!

Não aceito ouvir coisas do género “o teu marido deixa-te andar assim vestida?”, ou “a minha função enquanto mulher é a de tratar da casa, dos filhos…” ou “tu tens sorte, o Pedro ajuda-te”. Não tenho sorte e não, o Pedro não me ajuda! O Pedro partilha comigo uma vida e tudo o que a ela diz respeito, ponto final parágrafo! Não concebo sequer que possa ser de outra forma. Não concebo que o meu lugar seja na cozinha e que o dele seja no sofá, ou a trabalhar, ou o raio! Não aceito que mandem em mim. Não admito que tentem manipular o que visto, o que faço ou que digo!

Sim, o dia da mulher irrita-me! Porque as desigualdades existem, porque o machismo existe, porque não estamos em pé de igualdade e porque não é com flores e com palavras bonitas que isso vai mudar. E muito menos com jantares! Não, as mentalidades apenas mudam com atitude, com força, com coragem! As mentalidades apenas mudam quando nós, mulheres, as mudarmos. Quando nós, mulheres, deixarmos de ser machistas.

Penso inúmeras vezes em que sociedade viverá a minha filha. Se o respeito pelas mulheres e pelas suas especificidades será uma realidade. Se a igualdade de direitos não será uma utopia. Se terá sentido crítico e capacidade para lutar, ou se nem terá que lutar. E espero que, quando crescer, a luta de todas as mulheres seja apenas algo que se conta nas aulas de história, para que ninguém esqueça do quanto já evoluímos e para que saibam o que ainda faltava evoluir! 🙂

Desculpe o desabafo, mas não consigo deixar de extravasar! 🙂

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Sofia

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Esquecemo-nos do que é ser criança!

Esquecemo-nos do que é ser criança!

Sim, esquecemo-nos do que é ser criança! Sei que já passaram alguns (muitos até) anos, mas se fizermos um esforço lembramo-nos de como era bom quando éramos pequeninos. Pequeninos, bem pequeninos, mesmo da idade dos nossos filhos.

Se pensarmos bem, lembramo-nos do quanto gostávamos de correr. De como falávamos alto e nos ríamos com vontade. Das histórias mirabolantes que contávamos e das fantasias em que acreditávamos. Lembramo-nos que os nossos problemas eram coisas muito difíceis de resolver e que ninguém nos ligava ou dava importância. Se pensarmos bem, lembramo-nos do quanto isso nos magoava. Afinal, aquele era, para nós, um problema sério e difícil, merecia respeito.

Mas… esquecemo-nos do que é ser criança!

Se pensarmos muito até nos lembramos de como era bom o beijinho de boa noite, que a mãe e o pai nos davam antes de ir dormir. E como sabia bem aquele aconchego de roupa e a voz suave a dizer “dorme bem!”

Se pensarmos muito lembramo-nos de como era bom brincar, sozinho ou acompanhado, e de como, no meio das brincadeiras, nos ríamos imenso. E gritávamos e chorávamos e o mundo parecia que ia acabar e ninguém ligava. Se pensarmos um bocadinho, lembramo-nos que achávamos os adultos uns chatos e muito, mesmo muito… complicados!

Mas.. esquecemo-nos do que é ser criança!

Por que é que tenho de dormir? Por que é que tenho de tomar banho? Por que é que tenho de comer a sopa? Por que é que não posso ver este filme? Por que é que temos que ir embora, ainda agora chegámos? Ainda falta muito?

Quem se lembra de todas estas questões? Quem se lembra de todos os dramas vividos na infância? Quem se lembra do tempo em que era criança?

Vamo-nos lembrar de tudo isto e perceber como se sente a criança. Talvez assim seja mais fácil compreender o seu comportamento e aceitá-lo! 🙂

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Sofia

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Não temos tempo para os filhos!

Não temos tempo para os filhos!

Há dias, em conversa com uma mãe, dizia que isto de ter filhos e não ter tempo para eles é muito difícil. Toda a gente sofre, os pais que não vêem a criança crescer e a criança que não está tempo suficiente com a família.  🙂

Os pais têm que trabalhar, disso não há dúvida. Mas parece-me que a sociedade não está atenta a esta problemática e quem sofre são os miúdos. Não acho que a culpa seja de A ou B, a culpa é de todos e não é de ninguém. É o que é, não é verdade? Ou será que não? Eu costumo dizer que vamos pagar caro esta falta de tempo para a família, oxalá me engane.

Não temos tempo para os filhos, é uma realidade e às vezes dou por mim a dizer que, até que as políticas mudem, devíamos parar de ter filhos. Quase como que um ato de revolta, até que a família possa ser efetivamente uma prioridade. Até que exista possibilidade para acompanhar o nosso maior tesouro. Até que exista tempo para ter tempo de qualidade.

Não me parece que pessoas que entram às 9 da manhã e saem às 18h00, tenham tempo de qualidade com os filhos. De manhã sai-se super cedo. À noite é chegar a casa, dar banhos, fazer jantar, arrumar isto ou aquilo e quando terminamos já a criança está cheia de sono. Com estas dinâmicas, quando estão os miúdos com os pais? E quando estão os pais com os miúdos? Eles crescem e nós nem vemos! Isso deixa-me triste! Merecemos mais, as crianças merecem mais!

Não acha que não temos tempo para os filhos? Não acha que a sociedade tem que acordar para esta problemática? 🙂

Falei sobre este assunto aqui! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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