Ser educadora é…

Ser educadora pode parecer, mas não é, de todo, um trabalho fácil. Não é simplesmente olhar por crianças, como algumas pessoas pensam. Há toda uma série de procedimentos que temos que cumprir, há atividades que temos que planear e promover, tendo sempre em conta os interesses e as necessidades do grupo.  Também é verdade que trabalhar com crianças exige uma grande dose de paciência. Vivemos no meio do barulho e somos mestres em gerir conflitos, muito deles de nível intergalático! Saímos, não raras vezes, de cabeça cheia, com os nervos em franja, extremamente cansadas. Temos, muitas vezes, ainda trabalho para fazer em casa, mas… Queixas à parte, este é também um dos trabalhos com mais alegrias. Temos mimos a toda a hora, sentimo-nos as mais belas e somos as heroínas de mini pessoas! Olham para nós como se deuses nos tratássemos e somos exemplo em muitos dos seus comportamentos.

Por tudo isso ser educadora é…

…viver diariamente aventuras sem fim. É ser princesa e guerreira. É ser amiga e confidente. É ser cavaleira e super heroína de mil e uma histórias. É ser contadora de histórias e vivê-las com a intensidade de quem está lá dentro, no meio delas. É receber massagens e sorrisos e beijos. É ter o cabelo sempre “arranjado” por mãos pequeninas e cheias de afeto. É receber beijos repenicados cheios de baba e… ranho! 🙂 É viver intensamente cada dia. É ficar com os cabelos em pé e, mesmo assim, manter um sorriso! É amar com muita intensidade. É brincar, dia após dia, às casinhas, aos cowboys, aos polícias e ladrões. É construir casas com a mestria de um verdadeiro engenheiro civil. É desenhar e modelar, quais artistas plásticos (mesmo sem jeitinho nenhum, como eu!). É sentir a alegria a cada chegada e receber abraços apertados na partida. É viver cada dia com a felicidade de fazer uma datas de miúdos felizes e ser feliz com eles… mesmo que quase mortas de cansaço! E quando se vão embora, quando crescem o suficiente para abraçar uma nova fase, fica um aperto no peito e uma saudade imensa, mesmo que durante uns quantos anos nos tenham deixado o cabelo em pé e quase loucas! 🙂

Quantas educadoras temos por aí? Também se sente assim?

Apesar de nos darem cabo do juízo é impossível não gostarmos deles, não é verdade? 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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Aos três anos a criança consegue…

Não sou muito de estandardizar comportamentos ou competências, acho que cada criança tem o seu ritmo de aprendizagem e isso deve ser respeitado! Mas sei que há coisas que é suposto conseguirem fazer, e que, muitas vezes, funciona como um guia que nos ajuda a ensinar e perceber até onde podemos ir. A mim ajuda-me em casa e, como é óbvio, na escola também! 🙂

Todas estas competências conheço-as através da minha experiência enquanto profissional e enquanto mãe. Tudo isto não é mais do que um conhecimento empírico, conseguido com muita prática! Claro que com os devidos ajustes e claro, como referi acima, respeitando o desenvolvimento de cada criança, detesto a palavra atrasado e muito dificilmente a utilizo.

Ora, então, vamos lá e por partes:

Quanto à roupa, uma criança aos três anos já deve conseguir vestir e despir peças simples. Mais perto dos quatro consegue também tirar e vestir o casaco, colocar e tirar a mochila. É normal que consiga tirar e calçar sapatos, se estes não foram demasiado apertados. Consegue também calçar meias. A minha experiência aqui vem também do que minha filha consegue, ela que é extremamente autónoma e faz tudo isto sozinha. Nem quer ajuda! 🙂

À mesa uma criança de três anos já come bem sozinha e de faca e garfo! Esta garanto que consegue e também entendo que tenha medo, mas os miúdos conseguem, acredite e é delicioso ver aquelas mãozinhas pequeninas manejarem tão bem os talheres! Lembro-me de estar na sala dos três anos, no início do ano, e ver uma criança na área da casa a fazer de conta que comia com a faca e o garfo! Nesse mesmo dia ao almoço resolvi experimentar com os outros, passado uma semana toda a gente comia com faca e garfo! 🙂

Aos três anos já pegam no lápis e fazem alguns registos. Mas atenção, há os que não gostam dessas atividades e aí temos que respeitar. Com esta idade já lhe pode oferecer uma tesoura e papel para cortar, uma dica: panfletos do supermercado são perfeitos!

Nesta idade a criança já arruma os brinquedos (antes disso já consegue, com ajuda, mas consegue), conhece bem os seus sítios, às vezes melhor do que nós. É aqui que trabalhamos a organização e convém sempre ensinar que acaba de brincar com um e não deve pegar noutro sem arrumar o primeiro. É fácil? Não, não é, mas já deve ter reparado nisso, não é verdade? Mas com persistência e paciência vamos lá!

Cá por casa a miúda ainda ajuda a colocar e a tirar a mesa, assim como a colocar e tirar a loiça da máquina! Tudo tarefas simples e nas quais gostamos de a envolver, ela sente-se útil e isso fá-la feliz! 🙂

O mais importante é que todas estas coisas devem fazer parte de uma rotina, porque mais do que exigentes, nós devemos ser consistentes. Também é importante perceber que não devemos fazer pela criança, mas com a criança e tentar, SEMPRE, que faça tudo de forma autónoma!

*Beijinhos*

Sofia

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Dei uma palmada à minha filha!

Um post que é uma reflexão acerca do mundo real, com mães reais!

Sim é verdade, dei uma palmada na Carlota! Se me sinto bem com isso? Não! Se defendo a palmada? Na sua essência não! Mas sou uma mulher real, uma mãe real, uma pessoa com uma paciência enorme, mas não infinita! E, naquele dia, ela estava a fazer um escândalo, gritava, pontapeava tudo à sua volta e eu dei-lhe uma sapatada no rabo, de lado. Ela automaticamente parou! Olhou para mim muito séria e chorou. Mas aí tinha razão para chorar. Passou! Peguei nela e conversámos. Disse-me chorosa: “Bateste-me!”. Respondi-lhe que sim, que o tinha feito, mas que não tinha gostado! Ela respondeu-me com toda a sua sinceridade e alguma sabedoria: “Mas não se bate!”.

Verdade filha, não se bate!

Um dos maiores ensinamentos na vida dela foi este, que não se bate e ela leva isto tão à letra que realmente não bate, tendo sido um ensinamento para ela e para mim. Comecei essa reflexão pouco antes da Carlota nascer, quando cheia de certezas tentava ensinar aos meus miúdos essa premissa! 🙂

Quanto à palmada! Não sou grande apologista deste tipo de punição. Já fui, é verdade! Mas algumas formações e muita leitura levaram a uma mudança de paradigma. Isto da educação tem muito mais que se lhe diga do que aquilo que nos querem fazer crer. Essa é que é verdade. No entanto, não consigo ser fundamentalista em relação a este assunto. Nem muito crítica com quem a utiliza! Principalmente porque nisto da educação é difícil ter certezas, é difícil perceber o que é realmente certo! Teorias há muitas, imensas, demasiadas até e, como em tudo, é necessário filtrar e, acima de tudo, adaptar. Até porque as crianças não são todas iguais e o que resulta em nossa casa pode não resultar na casa do outro! Para além de que somos pessoas, temos reações, que muitas vezes não são as que mais desejamos!

Não acho que as crianças fiquem traumatizadas ou possam sofrer muito durante a vida se levarem uma ou outra palmada. O que eu não concordo é que se faça uso dela de forma consistente e que essa seja a única forma de punição! E a verdade é que essa é, muitas vezes, a única consequência para um comportamento menos adequado e isso não me parece correto! Há outras formas de o fazer, de os responsabilizar! Há o limpar porque suja, o arrumar porque desarruma, o pedir desculpa quando faz algo de errado… Há o exemplo, o nosso, dos pais principalmente! Há o não que se mantém não, há o não ceder a birras… Há uma série de estratégias que podemos e devemos adotar sem recorrer à palmada! 🙂

Educar é, talvez, das tarefas mais difíceis que nos são atribuídas. Penso muitas vezes se o que faço é ou não correto. Se devo agir assim ou de outra forma. Se o caminho que sigo é o caminho certo. Faço esta reflexão imensas vezes e em todas elas chego à conclusão de que faço o meu melhor, sendo perfeitamente imperfeita, como deve ser! Porque perfeito não há ninguém! 🙂

E por aí, o que acha deste assunto?

*Beijinhos*

Sofia

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A minha filha (também) é condicional!

Hoje decidi escrever sobre um assunto que preocupa imensos pais. Um assunto delicado e que causa alguma ansiedade. Mas não tem que ser assim. Não mesmo! Escrevo porque, apesar de ainda faltar algum tempo, também estou na mesma situação, isto porque a Carlota nasceu depois do dia 15 de setembro, por isso é condicional.

Antes de mais um esclarecimento, o que é isso de ser condicional? Todas as crianças nascidas até ao dia 15 de setembro têm, obrigatoriamente, que entrar para o primeiro ciclo no ano em que completam seis anos. As outras não. As outras estão condicionadas às vagas existentes ou à opção do pais.

Sou educadora, sou filha de uma antiga professora primária, conheço os dois mundos muito bem para saber que se a Carlota tiver que ficar mais um ano na pré-escola não há problema nenhum. NÃO MESMO! Aliás, não sei se não ficará por opção nossa, a ver vamos!

E tudo porque sei o que está em causa. Sei, por exemplo, o quanto a maturidade emocional é importante, sei que talvez seja “O” mais importante. Porque havemos de querer que uma criança vá para a escola se ainda só pensa em brincar? Ou se não consegue lidar com a frustração de não conseguir realizar uma tarefa? Ou se chora de cada vez que se depara com um problema? Por que vamos sujeita-la a estar sentada uma data de horas, quando ela ainda não percebe muito bem porque tem que o fazer? PORQUÊ? Para poder dizer que está na escola, para não ter um problema quando as pessoas acharem que está atrasada. Não é atraso minha gente, não é uma retenção, é apenas uma espera, e uma espera tão, mas tão boa!

Vamos desmistificar esta ideia de que os condicionais atrasam! Não atrasam, ganham! Na verdade nesta equação entre o que se ganha e o que se perde, é muito mais o ganho do que perda! Compreendo a aflição, a preocupação, mas lembre-se que a idade ótima para a aprendizagem da leitura e da escrita são os 7 anos, não são os seis e muito menos os cinco. Não vamos ter pressa, não vamos obrigar as crianças a crescer… à pressa! Não vamos obrigar as crianças a estar sentadas, quando ainda não entendem porque têm que o fazer. Não vamos! Vamos ter calma, vamos respirar e pensar, pensar nelas! Vamos pensar mais nesse ser tão importante para as nossas vidas e deixar de pensar no que os outros dizem! 🙂

Se pode correr bem, claro que pode, muitas vezes corre, mas… será que vale a pena o risco? O que acha? Como faria, ou fez?

*Beijinhos*

Sofia

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