A importância de brincar

Brincar é das atividades que mais aprendizagens proporciona. Quando brinca, a criança controla o seu nível de desenvolvimento e de desafio, constrói relações e resolve problemas, muitas das vezes sozinha. O brincar é algo tão natural e de escolha pessoal que o nível de entusiasmo e de envolvimento é enorme, proporcionando grande prazer à criança. Para além disso, desenvolve competências motoras e ao nível da matemática, linguagem e expressões.

Já o faz de conta, sendo umas das atividades mais próprias de brincar, o que é e para que serve:

  • É uma forma de jogo simbólico que permite à criança assumir outros papéis, representando situações “reais” ou imaginárias;
  • Permite à criança exprimir as suas ideias e sentimentos, desempenhando um papel importantíssimo no seu desenvolvimento emocional e social;
  • É um importante alicerce na construção e na descoberta de si e do mundo, na expressão de emoções (medo, surpresa, alegria, tristeza) e serve também como meio de reequilibrar os conflitos interiores;
  • Desenvolve a criatividade, a capacidade de representação e a consciência das suas reações e do seu poder sobre a realidade;
  • Permite à criança transpor para o imaginário as situações da vida real, e, por isso, permite-lhe continuar o jogo da vida de uma maneira aceitável.

Na verdade, a criança faz de conta que come, que trata dos bebés, que constrói casas, que arranja coisas, etc.. Faz de conta que é professor(a) e imita o que vê diariamente na escola. E imita também o que vê em casa. Faz de conta que é um(a) grande jogador(a) de futebol ou o(a) cantor(a) que tanto gosta… Faz de conta que é um(a) grande artista e pinta quadros lindíssimos! A criança brinca, brinca muito e ainda bem!

Tive um professor na universidade que descreveu o brincar da forma mais bonita que ouvi até hoje. Segundo ele…

Brincar não é exclusivo das crianças, é próprio do homem e uma das suas atividades sociais mais significativas. Porém, as crianças brincam contínua e abnegadamente. Contrariamente aos adultos, entre brincar e fazer coisas sérias não há distinção, sendo o brincar muito do que as crianças fazem de mais sério.

Foi das maiores verdades que li e ouvi até hoje e por essa razão eu defendo com todas as minhas forças…

DEIXEM AS CRIANÇAS BRINCAR!

A alcofa bem fofinha é da Puro Amor e podem encontrá-la aqui!

*Beijinhos*

Sofia

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Amamentação… algumas considerações!

Amamentei a Carlota até há bem pouco tempo, sim, é verdade! Nunca o disse aqui, mas também não acho que o deva proclamar ao mundo. A verdade é que sou um pouco comedida em algumas questões da intimidade. Mas também é verdade que passados quase três anos a amamentar uma criança, sendo que já tinha uma experiência anterior bem sucedida (não foi tanto tempo, mas não interessa!), tenho algumas ideias a partilhar.

Então aqui vai:

  • Primeiro ponto e MUITO importante, amamentar não é fácil, os primeiros tempos são terríveis, pelo que deve estar certa do que pretende. Amamentar também é uma opção.
  • Ligue o filtro! Sim, aquele filtro que nos permite avaliar as informações acerca dos bebés, LIGUE-O! Toda a gente tem ideias, opiniões, soluções…
  • Procure ajuda, a solidão só atrapalha e há imensa gente com habilitações e conhecimento que podem ajudar.
  • Lembre-se sempre, NÃO HÁ NINGUÉM que conheça melhor um filho do que a mãe, esteja atenta aos sinais. Primeiro são difíceis de interpretar, mas em pouco tempo se fica pro.
  • Voltemos ao início. Eles mamam a toda a hora (não é, mas parece!), ficam imenso tempo a mamar, adormecem enquanto o fazem… e temos pouco tempo para nós. É assim mesmo, mais vale relativizar e acreditar que tudo melhora, porque melhora, mas melhora MESMO!
  • Esqueçam os vestidos sem costas! As mamas ficam mesmo partidas e, na maioria das vezes, não dá para viver sem soutien! São opções! 🙂
  • Poupa (imenso) tempo, apesar de os ter muito tempo a mamar. Não há a logística dos biberões, das esterilizações e afins. De noite, então, é um sossego. E de manhã, quando só queremos ficar um bocadinho mais na cama? Maravilhoso! A verdade é que o leite está sempre prontinho e à distância de… um colo!
  • Para além de tempo, poupa dinheiro, imenso dinheiro, ao que consta, porque não tem que comprar leite.
  • Por favor não desista à primeira contrariedade, isso faz parte e no fim vai ver que valeu bem a pena! 🙂

 

E por aí, qual é a sua opinião? Amamenta? Amamentou? Durante quanto tempo? Gostava de saber a sua história/opinião! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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Para ti, no teu primeiro dia de escola…

Não é a tua primeira vez na escola, mas é o início de um novo ciclo. É o início da primeira etapa da educação básica, como me diziam na universidade! Hoje começaste o pré-escolar, hoje recomeçaste a voar! Voa alto, meu amor, mas devagarinho, por favor! Deixa o tempo fluir com calma e não tenhas pressa. Eu não tenho! Hoje lá foste, não era novo, mas era… novo! Era a mesma escola, a mesma professora, o mesmo auxiliar… mas uma nova sala, mais meninos, novos jogos, novas áreas e um mundo novo para descobrir! Não querias ir! Vou contar-te um segredo, eu também não! Queria mais tempo contigo. Mas a escola faz-te tão bem! Os sorrisos, teus e meus, na escola sorrimos muito, não é? As partilhas, os segredos… Hoje o meu ano começou, o teu também, em pouco tempo vais começar a perceber que a vida se divide assim, de ano letivo em ano letivo. Deixa que assim seja e não queiras que acabe, viver na escola é a melhor coisa que podemos ter. Amanhã há mais e depois e depois e depois… E tu vais gostar, vais aprender, vais cantar e vais representar. A nossa escola é assim, brincamos e é no meio das imensas brincadeiras que aprendemos, aprendemos a ser gente, a sonhar e a viver…

Mas o melhor… o melhor é quando chego a casa e me recebes com um sorriso escancarado e um grito de alegria “MÃE!”.

Passa tudo tão depressa, sala dos três, SALA DOS TRÊS ANOS. Mas eu já devia saber que é assim, eu sei que é assim, o tempo passa a voar. 22 anos passaram, como não iriam passar três!

*Beijinhos*

Sofia

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Regresso às aulas… 10 dicas para facilitar a adaptação

Acho que me vou repetir, acho não, tenho a certeza, mas também tenho a certeza que tenho a obrigação moral e profissional de o fazer. A entrada para escola, seja ela em que idade for, é uma profunda alteração na vida familiar, tendo o epicentro na criança, no seu bem-estar e na sua felicidade. Por isso, há que ter em conta uma série de aspetos se queremos que tudo corra pelo melhor. Para nós é um aperto, uma angústia e uma grande ansiedade, mas a maior afetada é, sem dúvida, a criança. Cabe-nos a nós, adultos, gerir emoções e tentar que esta alteração tenha o menor impacto possível. Como? Passo a explicar! 🙂

  1. Primeiro e mais importante, não leve os seus filhos pela primeira vez no dia 1 de setembro. É só um dia, é pouco tempo e, se não puder ficar lá com eles só para experimentar, mais vale adiar para segunda-feira e eles, assim, têm cinco dias seguidos de adaptação. É pelo melhor, acredite!
  2. É importante conhecer com antecedência o espaço e a educadora. Sentar-se com ela, conversar acerca do vosso filho, do que gosta, do que não gosta, falar acerca do que a preocupa… Acima de tudo, estabelecer uma relação, afinal é com aquela pessoa que o seu maior tesouro vai estar grande parte do(s) dia(s)!
  3. Não passe, mesmo que lhe custe muito, a ansiedade para a criança. A criança não deve perceber que se sente apreensiva, desconfiada, insegura… Como adultos que somos, temos que conseguir gerir isso da melhor maneira!
  4. Explique à criança para onde vai e porque vai para a escola. Use o exemplo dos irmãos, dos vizinhos, dos amigos, dos primos… Há sempre alguém perto que anda na escola!
  5. Envolva-o! Vá com ele escolher a mochila ou as sapatilhas para levar para a escola. Os miúdos gostam de se sentir envolvidos e permitir escolhas é sempre a melhor opção.
  6. Não fuja. Por muito que lhe custe vê-la chorar, não fuja. Olhe a criança nos olhos, dê-lhe um beijo, diga-lhe que vai correr tudo bem e que não tarda nada está de volta. Fugir abala a confiança que a criança tem em si, faz com que a criança considere que está num sítio mau. Fugir dá a sensação que há algo a esconder, fugir causa desconfiança e fará com que a criança se sinta mais insegura!
  7. Se for possível, faça uma adaptação gradual. Começar por algumas horas e ir aumentando ao longo dos dias. Costumo aconselhar que nos primeiros dois/três dias fique até à hora de almoço. Depois almoçar e só mais tarde dormir. É claro que muitas das vezes isto é difícil, se não mesmo impossível, mas é o mais aconselhado.
  8. Nos primeiros dias permita que a criança leve um objeto de transição. Ou seja, um brinquedo, um boneco, uma almofada, algo que lhe transmita segurança e o lembre de casa.
  9. Desvalorize, perante a criança, as queixas que esta possa ter. Por vezes queixam-se como que a pedir proteção, fazendo chantagem psicológica. Desvalorize, mas esteja atento, SEMPRE! 🙂
  10. Por último, não diga, nem permita que digam, coisas do tipo “vais ver quando fores para a escola!!!”. Valorize a escola e o que esta tem de bom, como os amigos, as brincadeiras, os trabalhos que vai fazer, o recreio… A escola é um espaço espetacular onde só acontecem coisas boas, esta é a imagem que deve passar! 🙂

A Carlota recomeça dia 4 de setembro, na sala dos três anos, a primeira sala do pré-escolar, está uma crescida a miúda! 🙂

Todo o material que aparece nas imagens é do Continente, aproveitámos a campanha do regresso às aulas! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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