Ser educadora… os preconceitos!

Há imensos preconceitos em relação à educação de infância, que, para muitos, não é mais do que tomar conta de um grupo de crianças! Mas a verdade é que temos que perceber de tudo e, mesmo assim, não sabemos nada e não fazemos nada! 🙂

Educação de infância? Isso não é curso! Está foi a primeira frase que ouvi quando escolhi o curso e que espelha bem o preconceito que há em relação à minha profissão. Ou quando ouço: tomar conta de crianças? Isso não custa nada!  Somos, desde sempre, o parente pobre da educação, apesar de trabalharmos com as idades em que o desenvolvimento do cérebro tem mais importância. Há qualquer coisa errada nesta equação, não há? Afinal lidamos com a mais importante etapa de educação de uma criança! Não devíamos ter mais apoio, mais compreensão? Eu acho que sim!

Não é trabalho fácil, é bonito, é verdade, mas não é fácil. É extremamente desgastante, do ponto de visto físico e emocional! Com trabalho burocrático que não lembra o diabo. Por vezes, até parece que é mais importante um papel na mão do que uma criança no colo. Mas, mesmo assim, não esmorecemos e, contra tudo e contra todos, afirmamos com convicção que temos A MELHOR PROFISSÃO DO MUNDO! Não é verdade?

Como vê estes preconceitos? E como vê o papel do educador de infância?

*Beijinhos*

Sofia

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Ser educadora é…

Ser educadora pode parecer, mas não é, de todo, um trabalho fácil. Não é simplesmente olhar por crianças, como algumas pessoas pensam. Há toda uma série de procedimentos que temos que cumprir, há atividades que temos que planear e promover, tendo sempre em conta os interesses e as necessidades do grupo.  Também é verdade que trabalhar com crianças exige uma grande dose de paciência. Vivemos no meio do barulho e somos mestres em gerir conflitos, muito deles de nível intergalático! Saímos, não raras vezes, de cabeça cheia, com os nervos em franja, extremamente cansadas. Temos, muitas vezes, ainda trabalho para fazer em casa, mas… Queixas à parte, este é também um dos trabalhos com mais alegrias. Temos mimos a toda a hora, sentimo-nos as mais belas e somos as heroínas de mini pessoas! Olham para nós como se deuses nos tratássemos e somos exemplo em muitos dos seus comportamentos.

Por tudo isso ser educadora é…

…viver diariamente aventuras sem fim. É ser princesa e guerreira. É ser amiga e confidente. É ser cavaleira e super heroína de mil e uma histórias. É ser contadora de histórias e vivê-las com a intensidade de quem está lá dentro, no meio delas. É receber massagens e sorrisos e beijos. É ter o cabelo sempre “arranjado” por mãos pequeninas e cheias de afeto. É receber beijos repenicados cheios de baba e… ranho! 🙂 É viver intensamente cada dia. É ficar com os cabelos em pé e, mesmo assim, manter um sorriso! É amar com muita intensidade. É brincar, dia após dia, às casinhas, aos cowboys, aos polícias e ladrões. É construir casas com a mestria de um verdadeiro engenheiro civil. É desenhar e modelar, quais artistas plásticos (mesmo sem jeitinho nenhum, como eu!). É sentir a alegria a cada chegada e receber abraços apertados na partida. É viver cada dia com a felicidade de fazer uma datas de miúdos felizes e ser feliz com eles… mesmo que quase mortas de cansaço! E quando se vão embora, quando crescem o suficiente para abraçar uma nova fase, fica um aperto no peito e uma saudade imensa, mesmo que durante uns quantos anos nos tenham deixado o cabelo em pé e quase loucas! 🙂

Quantas educadoras temos por aí? Também se sente assim?

Apesar de nos darem cabo do juízo é impossível não gostarmos deles, não é verdade? 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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