O que uma criança não precisa de ouvir!

Dizemos uma série de coisas, muitas vezes sem intenção, que uma criança não precisa de ouvir!

O facto de ser educadora permite-me observar o mundo infantil de um ponto de vista crítico, sem, no entanto, o julgar. Não sou melhor do que ninguém, nem pretendo ser, mas tenho a obrigação de alertar e nunca desistir de lutar por um mundo melhor para as crianças. A verdade é que, não raras vezes, dizemos coisas às crianças, que estas não têm necessidade de ouvir. Não precisam mesmo e algumas podem até prejudicar. Podem prejudicar a auto-estima, podem moldar uma personalidade, podem incentivar um comportamento. Não raras vezes, o que dizemos não vai alterar o comportamento, vai, isso sim, rotular a criança e influenciar a sua personalidade, talvez para sempre.

Então, o que é que uma criança não precisa de ouvir:

  • Não gosto de ti! Ora não me lixem, quem é que deixa de gostar de uma criança porque ela faz um disparate. Ainda mais se for nosso filho! NINGUÉM! Mas a criança pode achar que sim e isso o que provoca? Uma diminuição da auto-estima!
  • Não prestas para nada! Sério? Não presta mesmo? Com certeza que presta e que é o melhor do nosso mundo!
  • Nunca fazes nada de jeito! Nunca, mesmo nunca. Não me acredito!
  • Estás sempre a chorar, és uma chorona! Não está nada e se está é porque algo se passa! Aqui pecadora me confesso, já me escapou algumas vezes!
  • Portas-te sempre mal! Sempre, sempre, sempre? Nã! De certeza que alguma vez ele portou-se bem.

Tudo isto dito de forma consistente, leva a que a criança acredite que é mesmo assim, condicionando o seu comportamento. A questão dos rótulos não altera comportamentos, mas influencia-os. Leva a criança a acreditar que é mesmo assim e se é assim, para quê mudar! Para além disso, alguns tipos de discursos podem influenciar negativamente a auto-estima e a capacidade de resolver problemas.

Concorda comigo? Tem mais alguma coisa a acrescentar acerca do que uma criança não precisa de ouvir? 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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Cinco coisas que todas as mães devem repetir!

Cinco coisas que todas as mães devem repetir!

Costumo dizer que as mulheres são as maiores inimigas das mulheres. Não toleramos, nem compreendemos nada e demonstramos muito pouca empatia! Noto que, enquanto mães, a coisa não muda muito, às vezes acho que até piora. Por isso, deixo apenas cinco coisas que devemos interiorizar e dizer, para nós, todos os dias, várias vezes ao dia! Eu também, claro está! 🙂

Então aqui vão, cinco coisas que todas as mães devem repetir:
  1. Eu não sou perfeita, a perfeição não existe! Não existe mesmo e, se nós próprias não somos, as outras mães também não e essa é a mais pura das verdades. Temos que parar com essa ideia de que fazemos tudo bem e melhor do que toda a gente. Não fazemos, nunca vamos fazer e é nessa imperfeição que está a nossa humanidade. É nessa imperfeição que está o amor que sentimos pelos nossos filhos. É essa imperfeição que os nossos filhos tanto amam.
  2. Eu não julgo, se eu dou o meu melhor as outras mães também! Para além de que o que é correto para uma mãe, para outra pode ser um enorme disparate. Somos todas diferentes, enquanto mães e enquanto seres humanos. Acharmos que a nossa verdade é a mais certa é puro egoísmo. A nossa verdade está tão certa como a verdade da vizinha do lado, da dona do café, da caixa do supermercado… Eu não tenho que julgar se outra mãe não quis amamentar ou se o fez até aos seis anos, eu não tenho que julgar se a mãe prefere viajar sem os filhos, nem tenho que julgar se a mãe só viaja com os filhos!
  3. Eu respeito as outras mães! Na fila do supermercado, nas repartições públicas… Eu respeito a diferença de personalidade e de sentimentos. Eu respeito as outras mães porque sou diferente delas e elas diferentes de mim. Eu respeito as suas opções, mesmo quando não concordo. Eu respeito e não tenho que tentar impor a minha vontade. EU RESPEITO!
  4. Eu não comparo, não comparo, não comparo! As crianças são todas diferentes, apesar de parecer que são todas iguais! E sabe porquê? Porque as crianças são diferentes e muitas das vezes, na maioria das vezes, não há atrasos, há apenas timings diferentes. Eu, enquanto educadora (várias vezes de berçário), sei disso muito bem. As crianças, como nós, são diferentes, têm timings diferentes, respondem aos estímulos de maneira diferente, são, algumas vezes, culturalmente diferentes…
  5. Eu respeito todas as crianças! TODAS! A minha e as dos outros. E respeito de igual forma. E respeitar, é perceber que cada uma é um ser único e individual. É saber que temos responsabilidades sobre todas elas. É perceber que na maioria das vezes elas devem ser a nossa prioridade.

Eu encontrei cinco coisas que todas as mães devem repetir, quer acrescentar  mais alguma? 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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Ter um filho que come mal (também) pode ser bom!

Ter um filho que come mal pode ser bom!

Esta é a visão de quem já viveu de perto a realidade de crianças que comem mal e das que comem bem de mais. Tive em casa uma que não comia quase nada e hoje tenho uma que come melhor. Qual preferia? A que come mal, mil vezes. Uma criança nunca morre à fome, é uma questão de sobrevivência, já ter que negar comida a uma criança porque come de mais, isso sim, é complicado. Cá em casa o mais velho nunca queria comer, a mais nova (apesar de comer bem o que lhe agrada) por vezes também não quer. Se me preocupo? Nada. Alturas houve que me preocupava imenso com isso, hoje não. Não quer comer, não come. Mas quando quiser comer, come o que eu quero e não o que ela quer. Se assim não fosse alimentava-se a gelados e bolachas e isso não pode ser, pois não? Acaba por comer, contrariada, mas come. E come porque sabe que não tem outra alternativa.

E por que é que ter um filho que come mal pode ser bom!

Porque nunca, mas nunca mesmo, vai ter problemas com excesso de peso. Porque pode comer o que quiser. Porque não necessita de fazer restrições. Porque comer mal é mais saudável do que comer de mais. Ou acha que uma criança magra, mesmo que seja muito magra, é menos saudável do que uma obesa? Já vi crianças sofrerem com diabetes devido à má alimentação, crianças obesas, com demasiado açucar no sangue, and so on e isso é tão mau! E muitas vezes o problema está só em casa (e eu contra mim falo). A verdade é que muitos dos que comem mal, só comem mal em casa. Tenho disso na sala desde sempre, faz parte. E em casa também! A terapia de grupo funciona desde tenra idade, pelo menos parece. Se não come nunca, de maneira nenhuma e em local nenhum, bem isso já é preocupante. Mas a verdade é que, por muito que nos custe, a nossa ansiedade ainda vai prejudicar mais. Tente manter a calma e pense sempre que é preferível…

…ter uma criança em casa que coma mal, do que uma que come de mais! 🙂

Por isso, ter um filho que come mal pode ou não ser bom? Diga-me o que acha! 🙂

E por aí como é? Comem mal, bem, assim assim… Fica muito angustiada ou relativiza e espera que a fome venha? Conte-me tudo! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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A importância de brincar… o faz de conta!

A importância de brincar… o faz de conta!

Brincar é das atividades que mais aprendizagens proporciona. Quando brinca, a criança controla o seu nível de desenvolvimento e de desafio, constrói relações e resolve problemas, muitas das vezes sozinha. O brincar é algo tão natural e de escolha pessoal que o nível de entusiasmo e de envolvimento é enorme, proporcionando grande prazer à criança. Para além disso, desenvolve competências motoras e ao nível da matemática, linguagem e expressões.

O faz de conta é uma forma de brincar, mas o que é e para que serve?
  • É uma forma de jogo simbólico que permite à criança assumir outros papéis, representando situações “reais” ou imaginárias;
  • Permite à criança exprimir as suas ideias e sentimentos, desempenhando um papel importantíssimo no seu desenvolvimento emocional e social;
  • É um importante alicerce na construção e na descoberta de si e do mundo, na expressão de emoções (medo, surpresa, alegria, tristeza) e serve também como meio de reequilibrar os conflitos interiores;
  • Desenvolve a criatividade, a capacidade de representação e a consciência das suas reações e do seu poder sobre a realidade;
  • Permite à criança transpor para o imaginário as situações da vida real, e, por isso, permite-lhe continuar o jogo da vida de uma maneira aceitável.

Na verdade, a criança faz de conta que come, que trata dos bebés, que constrói casas, que arranja coisas, etc.. Faz de conta que é professor(a) e imita o que vê diariamente na escola. E imita também o que vê em casa. Faz de conta que é um(a) grande jogador(a) de futebol ou o(a) cantor(a) que tanto gosta… Faz de conta que é um(a) grande artista e pinta quadros lindíssimos! A criança brinca, brinca muito e ainda bem!

Tive um professor na universidade que descreveu o brincar da forma mais bonita que ouvi até hoje. Segundo ele…

Brincar não é exclusivo das crianças, é próprio do homem e uma das suas atividades sociais mais significativas. Porém, as crianças brincam contínua e abnegadamente. Contrariamente aos adultos, entre brincar e fazer coisas sérias não há distinção, sendo o brincar muito do que as crianças fazem de mais sério.

Foi das maiores verdades que li e ouvi até hoje e por essa razão eu defendo com todas as minhas forças…

DEIXEM AS CRIANÇAS BRINCAR!

A alcofa bem fofinha é da Puro Amor e podem encontrá-la aqui!

Também falei do brincar aqui!

*Beijinhos*

Sofia

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