Amamentação… algumas considerações!

Amamentação… algumas considerações

Amamentei a Carlota até há bem pouco tempo, sim, é verdade! Nunca o disse aqui, mas também não acho que o deva proclamar ao mundo. A verdade é que sou um pouco comedida em algumas questões da intimidade. Mas também é verdade que passados quase três anos a amamentar uma criança, sendo que já tinha uma experiência anterior bem sucedida (não foi tanto tempo, mas não interessa!), tenho algumas considerações sobre a amamentação a partilhar.

Então aqui vai, amamentação… algumas considerações:

  • Primeiro ponto e MUITO importante, amamentar não é fácil, os primeiros tempos são terríveis, pelo que deve estar certa do que pretende. Amamentar também é uma opção.
  • Ligue o filtro! Sim, aquele filtro que nos permite avaliar as informações acerca dos bebés, LIGUE-O! Toda a gente tem ideias, opiniões, soluções…
  • Procure ajuda, a solidão só atrapalha e há imensa gente com habilitações e conhecimento que podem ajudar.
  • Lembre-se sempre, NÃO HÁ NINGUÉM que conheça melhor um filho do que a mãe, esteja atenta aos sinais. Primeiro são difíceis de interpretar, mas em pouco tempo se fica pro.
  • Voltemos ao início. Eles mamam a toda a hora (não é, mas parece!), ficam imenso tempo a mamar, adormecem enquanto o fazem… e temos pouco tempo para nós. É assim mesmo, mais vale relativizar e acreditar que tudo melhora, porque melhora, mas melhora MESMO!
  • Esqueçam os vestidos sem costas! As mamas ficam mesmo partidas e, na maioria das vezes, não dá para viver sem soutien! São opções! 🙂
  • Poupa (imenso) tempo, apesar de os ter muito tempo a mamar. Não há a logística dos biberões, das esterilizações e afins. De noite, então, é um sossego. E de manhã, quando só queremos ficar um bocadinho mais na cama? Maravilhoso! A verdade é que o leite está sempre prontinho e à distância de… um colo!
  • Para além de tempo, poupa dinheiro, imenso dinheiro, ao que consta, porque não tem que comprar leite.
  • Por favor não desista à primeira contrariedade, isso faz parte e no fim vai ver que valeu bem a pena! 🙂

E por aí, amamentou? Quer acrescentar alguma consideração ao tema amamentação? Gostava de saber a sua história/opinião! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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Para ti, no teu primeiro dia de escola…

Para ti, no teu primeiro dia de escola…

Não é a tua primeira vez na escola, mas é o início de um novo ciclo. É o início da primeira etapa da educação básica, como me diziam na universidade! Hoje começaste o pré-escolar, hoje recomeçaste a voar! Voa alto, meu amor, mas devagarinho, por favor! Deixa o tempo fluir com calma e não tenhas pressa. Eu não tenho!

Para ti, no teu primeiro dia de escola…

Hoje lá foste, não era novo, mas era… novo! Era a mesma escola, a mesma professora, o mesmo auxiliar… mas uma nova sala, mais meninos, novos jogos, novas áreas e um mundo novo para descobrir! Não querias ir! Vou contar-te um segredo, eu também não! Queria mais tempo contigo. Mas a escola faz-te tão bem! Os sorrisos, teus e meus, na escola sorrimos muito, não é? As partilhas, os segredos… Hoje o meu ano começou, o teu também, em pouco tempo vais começar a perceber que a vida se divide assim, de ano letivo em ano letivo. Deixa que assim seja e não queiras que acabe, viver na escola é a melhor coisa que podemos ter. Amanhã há mais e depois e depois e depois… E tu vais gostar, vais aprender, vais cantar e vais representar. A nossa escola é assim, brincamos e é no meio das imensas brincadeiras que aprendemos, aprendemos a ser gente, a sonhar e a viver…

Mas o melhor… o melhor é quando chego a casa e me recebes com um sorriso escancarado e um grito de alegria “MÃE!”.

Passa tudo tão depressa, sala dos três, SALA DOS TRÊS ANOS. Mas eu já devia saber que é assim, eu sei que é assim, o tempo passa a voar. 22 anos passaram, como não iriam passar três!

*Beijinhos*

Sofia

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Como ajudar a criança na adaptação à escola!

Dicas para facilitar a adaptação à escola!

Acho que me vou repetir, acho não, tenho a certeza, mas também tenho a certeza que tenho a obrigação moral e profissional de deixar aqui algumas dicas para facilitar a adaptação da criança à escola! 🙂

.A entrada para escola, seja ela em que idade for, é uma profunda alteração na vida familiar, tendo o epicentro na criança, no seu bem-estar e na sua felicidade. Por isso, há que ter em conta uma série de aspetos se queremos que tudo corra pelo melhor. Para nós é um aperto, uma angústia e uma grande ansiedade, mas a maior afetada é, sem dúvida, a criança. Cabe-nos a nós, adultos, gerir emoções e tentar que esta alteração tenha o menor impacto possível. Como? Passo a explicar! 🙂

Dicas para facilitar a adaptação da criança à escola:
  1. Primeiro e muito importante, a escola é boa, é um espaço maravilhoso, no qual o seu filho vai viver intensamente, vai crescer, vai aprender, vai criar laços que guardará para o resto da vida!
  2. Segundo, é importante conhecer com antecedência o espaço e a educadora. Sentar-se com ela, conversar acerca do vosso filho, do que gosta, do que não gosta, falar acerca do que a preocupa… Acima de tudo, estabelecer uma relação, afinal é com aquela pessoa que o seu maior tesouro vai estar grande parte do(s) dia(s)!
  3. Nunca, mas mesmo nunca, passe, mesmo que lhe custe muito, a ansiedade para a criança. A criança não deve perceber que se sente apreensiva, desconfiada, insegura… Como adultos que somos, temos que conseguir gerir isso da melhor maneira!
  4. Explique à criança para onde vai e porque vai para a escola. Use o exemplo dos irmãos, dos vizinhos, dos amigos, dos primos… Há sempre alguém perto que anda na escola!
  5. Envolva-o! Vá com ele escolher a mochila ou as sapatilhas para levar para a escola. Os miúdos gostam de se sentir envolvidos e permitir escolhas é sempre a melhor opção.
  6. Não fuja. Por muito que lhe custe vê-la chorar, não fuja. Olhe a criança nos olhos, dê-lhe um beijo, diga-lhe que vai correr tudo bem e que não tarda nada está de volta. Fugir abala a confiança que a criança tem em si, faz com que a criança considere que está num sítio mau. Fugir dá a sensação que há algo a esconder, fugir causa desconfiança e fará com que a criança se sinta mais insegura!
  7. Se for possível, faça uma adaptação gradual. Começar por algumas horas e ir aumentando ao longo dos dias. Costumo aconselhar que nos primeiros dois/três dias fique até à hora de almoço. Depois almoçar e só mais tarde dormir. É claro que muitas das vezes isto é difícil, se não mesmo impossível, mas é o mais aconselhado.
  8. Nos primeiros dias permita que a criança leve um objeto de transição. Ou seja, um brinquedo, um boneco, uma almofada, algo que lhe transmita segurança e o lembre de casa.
  9. Desvalorize, perante a criança, as queixas que esta possa ter. Por vezes queixam-se como que a pedir proteção, fazendo chantagem psicológica. Desvalorize, mas esteja atento, SEMPRE! 🙂
  10. Não diga, nem permita que digam, coisas do tipo “vais ver quando fores para a escola!!!”. Valorize a escola e o que esta tem de bom, como os amigos, as brincadeiras, os trabalhos que vai fazer, o recreio… A escola é um espaço espetacular onde só acontecem coisas boas, esta é a imagem que deve passar! 🙂

Agora diga-me, tem mais alguma dica para facilitar a adaptação da criança à escola? 🙂

A Carlota recomeça dia 3 de setembro, na sala dos cinco anos, está uma crescida a miúda! 🙂

Escrevi mais sobre isto aqui! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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Os meus filhos e a relação amor/ódio!

“A mãe é da Cahota. O pai é do Rui e da Cahota, mas a mãe é da Cahota!”, é assim a relação amor/ódio dos meus filhos! 🙂

Quando ela começa com o “a mãe é minha, não é do Rui!”, eu explico que também sou do Rui e que o Rui também esteve na minha barriga. Ela olha desconfiada e parece ficar a pensar! “Pareces tola mãe, agora o Rui esteve na tua barriga, ele é tão grande!”. O que vale são os registos fotográficos para lhe provar que em tempos também o Rui foi pequenino e também coube dentro da minha barriga.

É isto sempre que a questiono, ao que responde peremptória que não gosta do Rui! Pensavam que 19 anos de diferença diminuía a relação amor-ódio entre irmãos? Nada disso. Ele arrelia-a, ela chora, eu desespero! Mas depois se não o vê por um bom par de horas é um tal amor que não acaba. Sei que se adoram, que o seu amor é infinito, mas DÃO-ME CABO DA CABEÇA! A sério que sim.

Mas o melhor é o facto de ele gostar de a arreliar, de pegar insistentemente com ela, de NUNCA lhe fazer as vontades. Ela chora e ele arrepende-se. É assim, invariavelmente! Mas quando se olham vê-se que se adoram e ela até diz com todo o carinho do mundo “o MEU Rui!”. Como se precisasse de vincar bem essa ideia, não venha alguém tirar-lhe o lugar!

Mais alguém com necessidade constante de mediação familiar? 😉

Também falei sobre relação deles aqui! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

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