Como desenvolver a motricidade fina!

Como desenvolver a motricidade fina!

A motricidade fina é uma importante competência tanto na criança, como no adulto. É a motricidade fina que nos permite realizar tarefas que exigem mais precisão motora. A criança, quando nasce, tem a motricidade (tanto global como fina) muito pouco ou nada desenvolvida. À medida que cresce, vai sendo capaz de agarrar e manipular alguns objetos, fazendo-o, com o assar do tempo, com maior precisão. Mas para que isso aconteça é importante deixar a criança explorar, descobrir coisas novas e experimentar novas formas de utilizar os objetos.

No entanto, nós podemos, e devemos, dar uma ajuda e com pequenas coisas, promover de uma forma consistente o desenvolvimento da motricidade fina.

Assim sendo, deixo uma lista com algumas atividades dicas para desenvolver a motricidade fina:
  • Antes de mais, é necessário estimular os sentidos. Como defendia a tão em voga Maria Montessori, o desenvolvimento dos sentidos precede o desenvolvimento das atividades superiores intelectuais, uma educação através dos sentidos afina a perceção dos estímulos recebidos.
  • Rasgar, primeiro, e depois cortar. A Carlota com dois anos já utilizava tesoura, com a supervisão de um adulto, como é óbvio (falei disso aqui). Convém sempre supervisionar, eles têm uma certa tendência para cortar o cabelo. Faz parte, digo eu!
  • Construir utilizando legos ou blocos de madeira. Colocar no sitio, encaixar, empilhar, tudo isto necessita de treino e quando a criança treina está a desenvolver a motricidade fina.
  • Jogos de encaixe. Primeiro aqueles de madeira muito simples, em que a criança só tem que colocar no local certo e depois vai evoluindo com o tempo, até chegar aos puzzles de IMENSAS peças. Eles gostam e nós podemos ajudar. AJUDAR não é fazer por eles, é apenas orientar. 🙂
  • A palavra de ordem é amassar, amassar, amassar! Plasticina, pasta de farinha, areia, barro… Esta é a minha forma predileta de desenvolver os músculos das mãos. Construir formas com materiais modeláveis, permite à criança trabalhar os músculos associados a ações mais precisas. Desde muito cedo que a Carlota o faz e coincidência, ou não, ela tem uma motricidade fina muito bem desenvolvida para a idade.
  • Enfiamentos. Um cordel e simples massinhas de tubo fazem as delícias dos miúdos. Uma atividade low cost e tão boa para desenvolver a motricidade fina.
  • Desenhos. Papel, canetas, lápis de cor e de cera, tintas e pincéis, tudo ao dispor da criança e da sua criatividade. Eu dou sempre preferência ao desenho livre, pela possibilidade de criar que dá à criança. Para além disso, com o desenho livre, a criança percebe que a mão executa o que a sua visão ordena, trabalhando, assim, a coordenação óculo-motora.

Simples não é? E tão, mas tão fácil desenvolver a motricidade fina das crianças! 🙂

O bibe que nos acompanha nestas aventura é da Mada in Lisbon e podem encontrá-lo aqui! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

Siga-nos também no Instagram —> @sofiasalgadomota

Nota 1: o Facebook alterou o algoritmo e a partir de agora vai mostrar mais posts dos amigos e menos das páginas que seguimos. Para continuar a saber dos nossos posts basta ir aqui à nossa página, clicar em gosto e de seguida onde diz “A Seguir” e seleccionar “Ver Primeiro”.

Nota 2: Outra opção é adicionarem-se ao grupo do blogue Pedaços de Nós (podem fazê-lo aqui)! Esta está foi a solução encontrada para que as nossas leitoras não percam pitada. Neste espaço partilharemos apenas os posts que normalmente são partilhados na página, por isso vá lá e adicione-se!  🙂

Como ajudar uma criança a vestir-se sozinha!

Como ajudar uma criança a vestir-se sozinha!

Nas imagens abaixo mostro a técnica que normalmente uso, usei com a Carlota e uso com os miúdos da escola, para que se consigam vestir de forma autónoma. A autonomia na criança é uma das competências mais importantes, que ajuda, para além de tudo o resto, no fortalecimento de uma auto estima equilibrada.

Passo então a explicar como pode ajudar uma criança a vestir-se sozinha!

Comece por amarrar a camisola nas suas mãos e colocá-la assim nas mãos da criança. Das primeiras vezes tem mesmo que lhe abrir as mãos e colocar lá a camisola, para ela perceber como se faz. Depois, as calças. Coloque-as em frente à criança e explique como faz para meter as pernas. Por vezes metem duas pernas juntas, mas acabam por corrigir com o treino. Há coisas que fazem parte, esta é uma delas! Os botões demoram mais tempo, mas eles gostam de aprender e quando finalmente conseguem a alegria é enorme. Não há criança que não se sinta feliz, por ter sido capaz de fazer alguma coisa de forma autónoma.

Aos poucos deixará de ser necessária ajuda e, posso atestar, as crianças aprendem rápido! 🙂

Deixo as imagens com a técnica, para que consiga perceber melhor! 🙂

Espero ter ajudado!

Gostou deste artigo? Partilhe-o com os seus familiares e amigos! 🙂

*Beijinhos*

Siga-nos no Instagram —> @sofiasalgadomota
E no Facebook —> Pedaços de Nós

Como desenvolver a autonomia da criança…

Como desenvolver a autonomia da criança…

Uma das competência que considero muito importante desenvolver numa criança é a autonomia. Estudos comprovam que a promoção da autonomia desde muito cedo tem um impacto positivo na função executiva. Uma criança autónoma sabe que consegue fazer, o que vai influenciar positivamente a sua auto-estima. Tem iniciativa e resolve facilmente os problemas com que se depara. Basicamente, uma criança autónoma desenrasca-se quase sempre. Uma criança autónoma não bloqueia perante os problemas. Uma criança autónoma é bem resolvida e demonstra segurança.

Mas… e o que podemos nós fazer para a desenvolver a autonomia da criança? Sim, o nosso papel é FUNDAMENTAL. Ora vamos lá, então:

Dicas para desenvolver a autonomia das crianças:
  1. Acreditar que elas são capazes! As crianças têm capacidades infinitas, que só precisam de ser estimuladas e treinadas para tal. Fazer com ela, não por ela. Cá em casa quando a Carlota diz que não consegue, eu digo por cima que “a mãe ajuda” e é o que faço, ajudo!
  2. Colocar os brinquedos ao nível da criança para que ela possa pegar e colocar no sítio quando assim tiver vontade. Quando chega a hora de arrumar, fazê-lo com ela. Mais uma vez digo: não fazer por ela. Enquanto ela apanha três brinquedos, nós apanhamos um.
  3. Permitir, desde muito cedo, a liberdade de ação sobre os objetos e sobre o que a rodeia. É claro que com os devidos cuidados. Proteger demasiado pode ter um efeito nefasto. Uma criança que está sentada ou deitada no chão terá uma maior probabilidade de tentar deslocar-se para chegar a algo.
  4. Dar liberdade, por exemplo, quando vamos até ao parque. Claro que há limites e que temos que ter alguma atenção, mas não demasiada, o melhor é respirar fundo, eles aprendem a defender-se.
  5. Ter paciência, MUITA. Eles fazem mais devagar do que nós, muitas vezes fazem mal, algumas vezes vamos ter que ir atrás e fazer outra vez. Temos que pensar que está tudo bem e nunca, NUNCA MESMO, dizer à criança coisas do tipo “sai daí que não sabes”, “não fazes nada de jeito”, “tu não consegues”… Ela até pode não conseguir, mas um dia vai conseguir e não devemos colocar um entrave, fazendo-a acreditar que não é capaz.
  6. Vestir-se sozinha. Se é difícil? Não, não é. Só depende de nós. Eu já expliquei, há já algum tempo, neste post como podemos ajudar! 🙂
  7. Com o calçado a mesma coisa. Enquanto são pequeninos, vale a pena ter em atenção que o calçado seja fácil de calçar e de apertar, para além de promover a autonomia, desenvolve a auto-estima.

Pode ter a certeza que uma criança autónoma será muito mais capaz, muito mais segura e com uma ótima auto-estima! 🙂

Gostou das dicas para desenvolver a autonomia? Tem mais alguma a acrescentar? Conte-me tudo! 🙂

Gostou do texto? Acha útil? partilhe com os seus amigos e família! 🙂

*Beijinhos*

Sofia

Siga-nos no Instagram —> @sofiasalgadomota

Nota 1: o Facebook alterou o algoritmo e mostra mais posts dos amigos e menos das páginas que seguimos. Para continuar a saber dos nossos posts basta ir aqui à nossa página, clicar em gosto, depois onde diz “A Seguir” e seleccionar “Ver Primeiro.”

Nota 2: Outra opção é adicionarem-se ao grupo do blogue Pedaços de Nós (podem fazê-lo aqui)! Esta está foi a solução encontrada para que as nossas leitoras não percam pitada. Neste espaço partilharemos apenas os posts que normalmente são partilhados na página, por isso vão lá e adicionem-se!  🙂

Os terríveis dois anos: dicas para lidar com as birras!

Vamos lá então falar sobre os terríveis dois anos e apresentar algumas dicas para lidar com as birras!

Ela: Vou comer sal!
Eu: não vais não!
Ela: Vou, vou!
Eu: Não vais não Carlota, o sal faz mal e não se pode comer assim!
Ela: Vou, vou…

A discussão teria continuado por ali fora se eu não a tivesse tirado da cozinha e a tivesse distraído, mas é este o calibre do caganito que vive cá em casa. É do género eu quero, posso e mando… só que as coisas não são bem assim!

Sei que os dois anos são assim, são o afirmar de uma personalidade, o vincar de uma posição. Os dois anos são a linha que separa o ser bebé e o ser criança, é a linha que separa a paz do desassossego. E se há crianças que nem se dá por elas, outras há que dão MUITO que fazer! Mas o importante é manter a calma e não, não mesmo, desesperar. É normal, faz parte (acho que me estou a repetir) e acaba por passar. O nosso papel? O de ajudar a que passe!

Então o que fazer para lidar com as birras dos terríveis dois anos?!

Primeiro, e das coisas mais importantes, é estabelecer barreiras para que a criança saiba sempre quais são os limites, para que saiba sempre qual o caminho a seguir! E temos que nos manter firmes, SEMPRE, por muito que isso custe vê-los chorar, por muito que isso nos sature. Sabem aquela frase “inspira, expira, não pira”? É isso mesmo! Sei bem o que isso custa, até porque alguns deles nos desafiam diariamente.

Claro que há alturas que vamos ceder, estamos cansadas, frustradas… Claro que há alturas em que vamos perder o controlo. Claro que NUNCA vamos ser perfeitas. Não existe perfeição, lembre-se disso! Mas está tudo bem, porque é aqui que vamos refletir e perceber que caminho queremos seguir. Receitas milagrosas não há, mas há algumas estratégias que podemos usar! Por isso, pedi ajuda a uma amiga psicóloga e que partilhou comigo algumas estratégias que podem utilizar quando se depararem com este problema:

Os terríveis dois anos: dicas para lidar com as birras:

  • Mantenha a calma: respire fundo, não eleve a voz, não ceda aos nervos, seja claro e dê o bom exemplo, porque tendencialmente eles imitam os comportamentos dos adultos.
  • Ignore: mesmo parecendo desumano, não responda à criança, não olhe para a criança, não acuse o seu comportamento de forma alguma. Nas primeiras birras esta atitude pode não resultar em pleno, aumentando até a sua intensidade (para chamar a sua atenção, claro!), mas se o fizer regularmente as birras vão acabar, porque a criança vai perceber que não estão a surtir efeito.
  • Não bata: a birra em si já é tão “violenta” e descontrolada que bater na criança vai apenas incendiar um fogo que já está a arder e muito. Para além disso, as birras podem ter subjacentes outros cenários: cansaço, fome, stress, o que significa que o mais importante nesse momento é reconquistar a estabilidade.
  • Deixe-a sozinha – se a birra ocorrer em casa ou noutro espaço familiar, experimente distanciar-se da criança, deixando-a sozinha durante alguns minutos ou segundos. Claro que uma criança zangada e sozinha pode fazer estragos, por isso, controle esse tempo conforme a sua idade – os especialistas apontam para um minuto para cada ano da criança. Aguarde que fique tranquila pelo menos 30 segundos seguidos.
  • Não faça ameaças que não pode cumprir – se optar por esta estratégia ameaçadora, mas sem consequências reais, a criança não terá problema algum em repetir a birra.
  • Converse com a criança sobre aquilo que se passou – o que estava certo e o que estava errado, porque é que não pode voltar a acontecer, as consequências de uma futura birra e as consequências do bom comportamento. Esta reflexão aumentará, gradualmente, o autocontrolo da criança, de forma positiva para as frustrações com que se depara.

Lembrem-se sempre, os nossos filhos são o nosso bem mais precioso!

*Artigo elaborado em parceria com a psicóloga Carla Capela!

*Beijinhos*

Sofia

Siga-nos também no Instagram —> @sofiasalgadomota

Nota 1: o Facebook alterou o algoritmo e a partir de agora vai mostrar mais posts dos amigos e menos das páginas que seguimos. Para continuar a saber dos nossos posts basta ir aqui à nossa página, clicar em gosto e de seguida onde diz “A Seguir” e seleccionar “Ver Primeiro”.

Nota 2: Outra opção é adicionarem-se ao grupo do blogue Pedaços de Nós (podem fazê-lo aqui)! Esta está foi a solução encontrada para que as nossas leitoras não percam pitada. Neste espaço partilharemos apenas os posts que normalmente são partilhados na página, por isso vá lá e adicione-se!  🙂